O que eu aprendi sobre rejeição e conexão com a minha lista de e-mails

O que eu aprendi sobre rejeição e conexão com a minha lista de e-mails

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Você sabia que, desde 2013, eu escrevo um e-mail onde compartilho semanalmente inspirações, novidades e algumas surpresinhas? Sim, é a Caixa de Waaus.

Eu preciso confessar que no começo foi um pouco assustador assumir esse compromisso de escrever os e-mails por dois motivos. O primeiro é porque rolava um medo de: será que eu terei o que escrever toda semana? E o segundo é que, no início, sempre que alguém se descadastrava vinha aquela sensação de “rejeição”.

Será que eu não tô agradando? Será que as pessoas não estão gostando do que eu envio?  O que será que eu fiz de errado? Eram algumas dos pensamentos que me vinham a mente.

Hoje, eu resolvi compartilhar com você algumas lições que eu aprendi sobre rejeição e conexão após escrever 153 e-mails:

 

1. Nem sempre é pessoal.

Os motivos de as pessoas se descadastrarem no e-mail geralmente são falta de tempo pra ler, já receberem muitos e-mails ou terem outros interesses no momento. Eu mesma, aliás, já saí de algumas listas que eu adorava por razões parecidas.

E, mesmo quando, a razão é não curtir a sua abordagem, isso não significa que elas estão rejeitando você (por mais que seu ego tente te convencer do contrário).

 

2. Tudo bem se for pessoal.

Mesmo quando, a razão para se desinscrever for não por não curtir o seu conteúdo ou a sua abordagem, isso não significa que elas estão rejeitando você, por mais que seu ego tente te convencer do contrário. Cada pessoa tem as suas preferências. Tem gente que gosta de amarelo, tem gente que não. E tudo bem.

 

3. Quanto mais você se abre, mais as pessoas se conectam.

Eu comecei a reparar que uma coisa muito curiosa acontecia quando eu escrevia e-mails com conteúdos mais pessoais: ao mesmo tempo que um número maior de pessoas se descasdastravam, um número maior de pessoas me escrevia de volta, com retornos positivos e carinhosos.

Só fui compreender melhor isso quando vi alguns vídeos da Brené Brown sobre vulnerabilidade. Entendi que a coragem de expor quem somos de verdade pode resultar, sim, em repelir pessoas que não se identificam com a gente naquele momento, mas, por outro lado, vão gerar conexões mais intensas e verdadeiras com quem escolher continuar te ouvindo.

 

4. As pessoas não responderem os seus e-mails não quer dizer que elas não estejam lendo ou sendo tocadas por eles.

Algumas vezes pode ser solitário manter uma lista de e-mails. Nem sempre que manda um e-mail, recebe você respostas. Inclusive, isso faz parte da dinâmica desse tipo de comunicação. A maioria das pessoas sabe que o e-mail não é pessoal e que elas não precisam respondê-lo, algumas delas sentem até que não devem fazer isso. Já percebi isso ao receber respostas assim: “sei que você deve receber muitas mensagens assim, mas queria te dizer que…” Aliás, de fato poderia ser meio caótico se todos os assinantes resolvessem responder ao mesmo tempo.

Enfim, independente de ter ou não respostas diretas, o seu trabalho pode estar gerando, sim, impacto. E eu já vi isso acontecer muito na Caixa de Waaus, gente que muito tempo depois veio me falar coisas do tipo: sabe aquele e-mail que você falou sobre como dar presentes com mais significado? Então, isso me inspirou a fazer uma ação com as minhas amigas e isso aumentou muito a nossa conexão…

5. O que é útil pode ser relativo

Eu vejo muita gente dando conselhos do tipo: não escreva um e-mail para o seu público a não ser que você tem algo útil a dizer. Mas afinal o que define o útil? Uma vez, uma agência de publicidade fez uma campanha dizendo: o belo é tão útil quanto as coisas úteis. Eu super concordo com isso. Sinto que, muitas vezes, o que as pessoas precisam é só de uma pequena pausa, de um pouco de leveza e encantamento em meio a tantas exigências. E alguns dos retornos que eu já recebi dos meus leitores comprovam isso.

Aliás: aproveito para te perguntar: que você acha disso? O que é útil para você? Existe algo que eu poderia fazer que poderia ser útil para você? Algum tipo de conteúdo, serviço ou produto que eu  pudesse criar pra te ajudar de alguma forma? Deixe seu comentário aqui em baixo.

Ah, e sobre o meu outro medo (o de não ter o que escrever toda semana), eu conclui que o que acontece é exatamente o contrário. Ter um compromisso semanal com a escrita me tornou mais produtiva e consistente na minha criatividade. O que não quer dizer que eu escrevi todas as semanas de forma ininterrupta, mas das semanas que pulei nenhuma delas foi por falta de ideias, a maioria foi por falta de tempo. É claro também que nem todos os e-mails foram brilhantes, mas eu estava lá me comunicando de alguma forma com os outros e comigo mesma. É, a criatividade gosta de uma boa dose de disciplina.

No final das contas, posso afirmar que manter a minha lista de e-mails me trouxe grandes aprendizados, novos amigos e conexões muito valiosas pro meu trabalho e pra minha vida.

Quer fazer parte da Caixa de Waaus e receber inspirações e novidades direto no seu e-mail? Vem cá, é rapidinho, gratuito e você pode sair quando quiser.

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Apaixonada por palavras, cores e formas que provocam “waaus”. Facilitadora de fluxos criativos e encantadora de palavras e imagens. Acredito no poder de transformação pela escrita, pela arte e pelo artesanato.